
Há algum tempo que ansiávamos pelo VIII de Capa e Saia e as expectativas foram cumpridas: três dias de companheirismo, amizade, partilha e muita música.
O charme fazia-se sentir à distância. O “modelito” Ferventis para óculos de sol Primavera-Verão 2009 ainda não tinha saído do Algarve e já fazia furor.
Cheias de entusiasmo no coração, saímos de Faro às 13h20 no IC da CP com destino à Funcheira (primeira ligação). As moças estavam animadas e houve oportunidade de encantar durante as quase duas horas de viagem com o “público” do IC também animado.
Na chegada à Funcheira, ouviam-se uns “boa sorte”, “espero que corra tudo bem” ou “divirtam-se”.
Aí [Funcheira] um pequeno faroeste alentejano, esperámos pela automotora que nos levaria à cidade de Évora passadas duas horas. A simpatia do “retro”visor e do maquinista incentivavam aos “Óculos de Sol”, “Sina”, “Borga”, “Dunas”, “Anzol” e a um ensaio para o dia seguinte. O vinho alegrava as moças e Évora foi ficando cada vez mais próximo.
Às 17h38 chegámos e fomos imediatamente recebidas por uma comitiva da TAFUE que nos levou até ao alojamento onde conheceríamos nos nossos “Zé” Guias Gustavo e Fábio. Daí até ao “Comes” [a nossa segunda casa em Évora], ao contrário do que poderíamos pensar, foi um instante. Altura para repor energias para a longa noite que se estava a preparar.
O passeio nocturno pela cidade de Évora, com paragem obrigatória na Sé, no Templo de Diana e na tasca onde, por sugestão dos guias, bebemos um abafadinho [ou foi mais do que um?] abriu o apetite para o Arraial que estava preparado para essa noite.
O que se seguiu foi uma noite cheia de boa disposição tendo como companhia o grande JOSÉ MENDES e MANUELA que nos animaram grande parte da noite e, por decisão unânime, foi considerado a grande revelação do fim-de-semana. Penso que, depois de ouvirmos o José Mendes não voltaremos a ser como antes.
De regresso à Estalagem de Évora, as moças descansaram, não sem antes exorcizarmos a alegria, euforia e ansiedade para o dia seguinte.
Dia 2 – 7h45 da manhã. Alvorada sem grandes sacrifícios porque a beleza os merece. 9h e já se ensaiava o Pasacalles e outros pormenores da actuação. No “Comes” encontrámos os guias e tomámos o pequeno-almoço já a pensar no Check-Sound. Mais uma [das muitas] caminhadas até ao Espírito Santo e, de regresso, almoçámos.
A tarde de sábado era destinada ao Pasacalles. Depois de um breve ensaio onde encontrámos caras amigas, as ruas da cidade de Évora, especialmente a Praça do Giraldo, acolheram o VIII de Capa e Saia, e as tunas que nele participaram, de uma forma excepcional. Entre coreografias e música, os turistas deleitavam-se e deleitavam-nos com as palmas, fotografias e ânimo.
Findo o Pasacalles, momento de mais animação no “Comes” já com a presença de todas as tunas. Não durou muito tempo até ao jantar e, com isso, mais um “passeio” até ao Espírito Santo – lugar onde se realizou o festival.
Com a ansiedade típica que antecede uma actuação, e depois de algum atraso no início do festival, a Feminis Ferventis foi a primeira a subir a palco. Foi uma actuação um pouco a medo mas com confiança no trabalho realizado. Foi, em suma, uma actuação que surge de uma [re]construção que tem vindo ser posta em prática desde Novembro. Pensamos que foi uma actuação muito “consciente” do que é pertencer a uma tuna e do que é estar em palco.
Muitos amigos se deslocaram a Évora para nos ver, foi óptimo encontrá-los e sentir a sua mensagem de apoio. Aproveitamos a oportunidade para lhes agradecer toda a simpatia que tiveram para connosco.
Seguiu-se a actuação da Tunassa, Tuna Sadina e Mondeguinas como tunas a concurso. O festival terminou com a actuação dos Seistetos, com uma versão de êxito musical “O Pai da Criança” e as queridas da Tuna Académica Feminina da Universidade de Évora.
Nem o frio que se fazia sentir, e era mesmo muito, arrefeceu os ânimos. Para nós, a noite terminou no “Celeiros” com tremoços, empadas, chamuças, folhados e imperial à mistura.
O dia seguinte foi destinado à viagem, à partilha de emoções, à confirmação de expectativas e ao relato de aventuras passadas.
Para a posteridade ficam os prémios atribuídos pelo júri deste VIII de Capa e Saia:
Melhor Instrumental: Mondeguinas
Melhor Pandeireta: Tuna Sadina
Melhor Estandarte: Tuna Sadina
Melhor Solista: Tuna Sadina
Melhor Original: Tunassa
Melhor Pezinho: Mondeguinas
Melhor Tuna: Tuna Sadina
Tuna + Tuna (atribuído pela tuna organizadora): Feminis Ferventis – Tuna Académica Femina da Universidade do Algarve.
Melhor Pasacalles (atribuído pela tuna organizadora): Mondeguinas
Pensamos que foi um fim-de-semana muito importante para estreitar laços de amizade e companheirismo. Venham mais destes.
Parabéns TUNA + TUNA!
