... partíamos rumo a Coimbra.
Os corações, esses, iam cheios de tudo: uns cheios de ansiedade, por ser a primeira vez, outros cheios de medo de não chegar a tempo, outros cheios de nervosismo por querer fazer um bom trabalho.
Mas todos os corações estavam cheios da alegria que se sente quando se faz parte de uma tuna como a Feminis Ferventis.
A noite de Sexta-Feira deu lugar à chegada das tunas a Coimbra e a uma agradável serenata em Santa Cruz, ponto histórico da cidade que nos acolhia.
Com muito nervosismo, mas já com os coraçõezinhos cheios de confiança, foi assim que cantámos e encantámos, embaladas pelo fluir da flor de amendoeira do Sul.
De seguida, e sob o lema "o convívio é a chave do sucesso", deu-se início a um divertidíssimo Peddy-Tascas, com grupos que reuniam elementos de todas as tunas, onde reinou a alegria, companheirismo e boa disposição que pautaram todo o festival.
A festa continuou no NB, até ao fecho. Depois disso, ainda houve quem achásse que a noite não podia acabar ali, prolongando-a até de manhã!
A manhã de Sábado foi dolorosa, mas aos poucos fomos recuperando vida. O almoço teve lugar numa das cantinas da Universidade de Coimbra, sendo imediatamente seguido do sound check do festival, no Teatro Académico Gil Vicente.
De seguida, começámos o Pasacalles.
O cansaço era muito, mas conforme fomos passando pelos cenários magníficos que a cidade nos guardava, maior era a vontade de lhe cantar canções. O momento mais marcante deste Pasacalles foi a oportunidade que tivémos de tocar na Casa dos Pobres de Coimbra, sabendo que estávamos a contribuir para melhorar um pouco o dia daquelas pessoas que, apesar das adversidades da vida, cantaram e dançaram connosco, esquecendo por momentos tudo o resto.
O Pasacalles terminou na perfeição, com direito a lanche e traçadinho com vista para o Mondego.
Após o jantar, começámos a preparar-nos para entrar em palco.
Com casa cheia e um público maravilhoso, que contribuiu em muito para que nos sentissemos em casa, começámos por cantar o "Barquinho", original Feminis Ferventis, seguido do instrumental "De Usuahia a la Quiaca", de Gustavo Santaolalla e do tema de Tucanas "Molhar o Pé". Seguiram-se mais três temas originais: a magnífica e perfeita reestreia de "Amanhecer", seguido do encadeamento de "Sina de uma Caloira" e "Hino da Tuna".
Daí à entrega de prémios foi apenas um saltinho.
O resultado foi o seguinte:

Os prémios de Melhor Serenata, Melhor Pasacalles (Arruada) e Tuna Mais Tuna.
Todas sabemos que não são os prémios que nos movem, na realidade são o menos importante da festa. Mas há que reconhecer que servem como um grande incentivo, um sinal que mostra que há uma luz ao fundo do túnel, que representa ainda mais trabalho a desenvolver.
É um prazer ver esta tuna a crescer e a evoluir de dia para dia, em todos sentidos.
A ida ao I Panaceia fica também marcada pela subida a Projecto a Caloira de 5 novos elementos: Bruna, Joana "Panchita", Rita, Daniela e Nádia. A todas vós, muitos Parabéns! Esperamos que este seja um prenúncio de muitos anos de sucessos na Feminis Ferventis.
Por fim, é importante fazer-se um agradecimento muito especial a uma Tuna também muito especial: TFMUC. Vocês são uma Tuna com "T" grande, como já existem poucas. O vosso festival foi um dos mais maravilhosos e bem organizados em que tivemos o prazer de participar, a vossa cidade é magnífica e todas vocês são um exemplo de dedicação, simpatia, empenho e amor à camisola! Esperamos reencontrar os vossos sorrisos muito em breve!
Parabéns a todas nós, que continuamos de dia para dia a mostrar que podemos e conseguimos dobrar barreiras e destruir obstáculos, que apesar de todas as adversidades e inseguranças continuamos a enfrentar os desafios de cabeça orgulhosamente erguida.
Parabéns, Feminis Ferventis, que nos enches os corações.